Casos - Quem já Fez o Quê?
Tão importante quanto entender o conceito de inovação é conhecer os mais diferentes casos de quem já empreendeu com sucesso por este caminho. Conheça aqui algumas histórias.
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Publicado em: 30/09/2011 17:25
por: Rede de Inovação
Dois produtos gaúchos voltados para a composição de mobiliário estão entre os premiados com o apoio do Design Excellence Brazil
Desenvolvido pela dcD!, do Rio Grande do Sul, o Vertex é um dos produtos premiados pelo iF Product Design Award 2011 com o apoio do programa Design Excellence Brazil. A fabricação ficou por conta da AKEO, empresa baseada na cidade de Bento Gonçalves, também sede da dcD!. O designer responsável, Cristiano Gallina, o afirma como “um produto flexível e prático, que trouxe benefícios múltiplos desde a sua produção até a utilização”. O sistema de montagem e encaixes entre estruturas para mobiliário propicia um menor uso de ferramentas e amplia a gama de soluções para cada encaixe e móvel final desejado.
Com conexões em polímero injetado, o Vertex permite composição com materiais, formas, acabamentos e cores diferentes – necessidade de mercado identificada pela dcD!: “Trabalhamos em cima do conceito de alcançar um produto flexível, bonito e bem produzido, que apresentasse vantagens no propósito de resolver o problema em questão”, conta Gallina.
Gallina, ao lado do designer Everton Visentini e da equipe da AKEO, são responsáveis pelo resultado final do Vertex. Ao ser contemplado com o prêmio iF, a produção enaltece a indústria brasileira e a importância de um design bem aplicado no desenvolvimento de um produto. “Cada passo de um projeto deve ser seguido sem restrições ou negligência. Mesmo quando aparentemente não há mais nada a fazer, é possível conseguir um resultado melhor e surpreendente”, completa o designer.

O sistema de montagem e encaixes entre estruturas para mobiliário propicia um menor uso de ferramentas e amplia a gama de soluções para cada encaixe e móvel final desejado
Outro produto premiado é o Sistema LEGALE, com criação da paulodiasdesign e fabricado pela Bortolini Móveis, ambos sediados na cidade gaúcha Garibaldi. O projeto nasceu da necessidade da fabricante ampliar a utilização de matéria-prima, aproveitando parte dos retalhos que sobram de outras produções, além de expandir seus negócios para produtos residenciais. Baseado no conceito de multifuncionalidade, aliada a qualidade e durabilidade, o produto está disponível para residências e escritórios com um custo menor devido a seu caráter sustentável de reaproveitamento de material.
Para um melhor resultado estético, todas as peças recebem bordas de polipropileno reciclável branca. De acordo com o designer responsável Paulo Dias, o LEGALE é um “composto de texturas”, e pode ser usado como home theater, home office, estante para livros, para cozinha ou quarto de criança, podendo ainda ser utilizado como divisor de ambientes, já que possui aberturas em todos os lados. “É esta capacidade de se adequar a diversos tipos de uso que torna o produto interessante para um maior grupo de clientes”, afirma Dias. “Além disso, a ecoeficiência e o menor custo são características atrativas”.
O caráter sustentável abriu uma grande perspectiva econômica para os fabricantes, que reduziram as preocupações com o destino ambiental de retalhos ao produzir o Sistema LEGALE. Ainda assim, alguns desafios surgiram com o resultado final de um produto ambientalmente responsável: “Vender um produto ecoeficiente significa entender que há limitações”, conta Paulo Dias. “Ainda percebemos alguma descrença na aceitação comercial do produto, cujas cores variáveis confundem os comerciantes – e este é um desafio que ainda estamos trabalhando para vencer”, completa.

Ao reaproveitar retalhos da indústria moveleira, o Sistema LEGALE é um produto ecoeficiente e com menor custo de produção
*FONTE: Clarissa H. Rocha
Publicado em: 08/04/2011 16:09
por: Rede de InovaçãoEntre os brasileiros premiados no iF Product Design Award 2011 está o KitBIO, produto para cadastro de pessoas composto por um kit que inclui coletor de digitais e de assinatura eletrônica, sistema de fotografia e computador para gerenciamento dos dados – tudo armazenado em uma maleta desenhada para ser segura e resistente.
O KitBIO, desenvolvido pela empresa Akiyama com design da Dangelo Di, é resultado de uma solução para uma necessidade de mercado. “Para o transporte e armazenamento de equipamentos deste tipo, eram utilizadas malas padrões de mercado que não são específicas para essa função, deixando muito a desejar”, afirma o designer responsável Rodrigo Dangelo.
Depois de ser lançado um edital de licitação do Governo Federal referente ao cadastro biométrico de pessoas, a empresa viu a oportunidade de desenvolver um produto que atendesse às normas e aos requisitos e, principalmente, às necessidades apresentadas, e com um potencial para ser comercializado amplamente para empresas e órgãos governamentais.
O maior desafio foi o tempo, aliado à complexidade do produto: foram três meses para desenvolver o KitBIO, e a meta era fazer um produto superior, que além de solucionar os problemas atuais, apresentasse diferenciais que melhorassem seu desempenho e o tornassem único. “Além disso, ele deveria vencer a concorrência e ser muito mais barato que o atual – outro grande desafio”, conta Rodrigo.
Robustez, segurança e imponência são algumas das características presentes no conceito do produto – é uma “mala pronta para ir à guerra”, com estabilidade dimensional, à prova d’água e capaz de agüentar fortes impactos (o produto foi lançado do terceiro andar de um prédio durante seus testes, e não apresentou dano algum após a queda).
Hoje, as vendas do KitBIO aumentaram consideravelmente e a exportação já começou, além de ter havido um aumento no número de funcionários devido à grande repercussão do produto. Entre os fatores de reconhecimento do produto está a premiação no iF Product Design Award através do Design Excellence Brazil: “A premiação no iF é um grande estímulo, tanto para a vida profissional – ao tangibilizar nosso serviço – quanto para a vida pessoal – pelo reconhecimento de nosso esforço –, e é importante para nos lembrar da capacidade que temos para desenvolver excelentes trabalhos, o que muitas vezes fica obscuro na rotina e na sobrecarga de trabalhos do dia a dia”, completa o designer.
Publicado em: 03/02/2011 14:26
por: Rede de Inovação

Com nove produtos premiados no iF Product Design Award ao longo de seis anos, a Lumini, de São Paulo, conquistou mais três selos iF em 2011 com os produtos Fina, Geo Edge e a Linha Bauhaus. Fernando Prado, designer responsável, vê as premiações como um aval de qualidade do design e uma oportunidade de abrir novos mercados, como o de exportação. “A repercussão no Brasil também é muito positiva e agrega muito valor ao produto, aumentando seu poder de venda”, afirma ele.
A principal motivação do designer para suas criações é a de contribuir com alguma melhoria na vida das pessoas através da iluminação e, ao mesmo tempo, atender a uma demanda de mercado. É este o caso da Fina (1), um dos desenhos premiados neste ano. “Precisávamos desenvolver uma luminária para iluminação indireta que pudesse ser aplicada nos mais diversos ambientes”, conta Prado. “Sobre este briefing, desenvolvi o conceito e o desenho da peça”. A estruturação do produto foi o maior desafio em seu desenvolvimento, já que a base é ligada ao corpo através de uma haste finíssima em aço inox escovado. Mas o esforço compensou: o design delgado e discreto permite fácil integração a diferentes espaços, o que aumenta sua gama de uso e aplicações. Além disso, a Fina possui sistema de orientação de seu facho de luz e dimmer que controla a intensidade da iluminação.
A dimerização e o direcionamento do facho de luz também estão presentes na Linha Bauhaus (2), formada por diversas aplicações: “Hoje a linha é composta por luminárias de piso, mesa e parede, e há a possibilidade de surgir uma versão de teto”, conta Prado. As peças são uma homenagem aos 90 anos da escola Bauhaus, e a ideia partiu da revista Casa Vogue, que convidou dez designers para criar peças inspiradas no movimento alemão. “O produto tem forte influência da escola Bauhaus em sua forma básica e nos acabamentos, mas com uma característica própria e contemporânea”, afirma o designer. Produzida em alumínio e aço cromado, a Linha Bauhaus possui um sistema inovador de travamento e movimentação, que para Fernando Prado é o maior diferencial do produto – mas garante ter sido também o maior desafio em sua criação, por ser “um sistema simples, mas ao mesmo tempo complexo”.
Diferentemente da Fina e da Linha Bauhaus, a Geo Edge (3) é um projetor de luz para ser aplicado em áreas externas, como fachadas de edifícios e painéis, feito em alumínio tratado. “A Geo Edge foi criada para ser versátil, eficiente e o mais discreta possível, a fim de interferir o mínimo na arquitetura das fachadas dos edifícios”, afirma Prado. “A dissipação de calor foi um dos maiores desafios, pois precisávamos de um produto eficiente e discreto ao mesmo tempo”, conta o criador sobre o sistema desenvolvido que permite o uso de lâmpadas de alta potência no projetor. Duas versões da Geo Edge permitem que a luz seja projetada por um facho assimétrico ou dois simétricos.
Premiados pelo iF Product Design Award 2011, a Fina, a Geo Edge e a Linha Bauhaus foram inscritos com o apoio do Design Excellence Brazil, programa que, com a coordenação do Centro de Design Paraná, promove a indústria brasileira no exterior através de prêmios com o selo iF. A cerimônia em que os premiados serão contemplados acontece dia 1º de março, em Hannover, na Alemanha. |
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